Área da Infância

Coordenação Estadual da Infância

.

Objetivos

A Área Estadual de Infância e Juventude, por meio de sua Coordenação Estadual de Infância e suas assessorias, atuarão junto aos Centros Espíritas com os seguintes objetivos:

  1. Auxiliar na estruturação da Área Regional de Infância e de Juventude, visando à criação da Coordenação Regional da Infância junto ao CFE/ FEEGO.

  2. Promover trocas de experiências e debates, e ainda cursos de formação, quando necessário e de acordo com a realidade, voltadas ao aprimoramento dos evangelizadores, em âmbito estadual e regional, visando colaborar com a qualidade da Evangelização Espírita da Infância.

  3. Incentivar a articulação e a integração entre Infância, Juventude e Família, bem como entre as demais áreas de atividades nas instituições espíritas.

  4. Apoiar e estimular a implantação e implementação de atividades voltadas à família, visando a integração e o fortalecimento desta parceria fundamental na evangelização da criança.

  5. Favorecer a criação e a disponibilização de materiais pedagógico-doutrinários, estudos e pesquisas relacionadas à tarefa com a infância.

.

Diretrizes

Diretriz 1: Concepção de Criança na Ação Evangelizadora

Objetivo: Possibilitar que a criança seja compreendida como ser espiritual em evolução, detentora de uma bagagem espiritual, que tem suas formas próprias de ser, expressar, conhecer e se comunicar, devendo ser, portanto, parceira ativa na ação educativa.

.

Diretriz 2: Estruturação das Atividades da Evangelização da Infância a Partir dos Interesses e Necessidades das Crianças

Objetivo: Possibilitar que as atividades de evangelização, com base na compreensão espiritual da criança e de sua infância, sejam pensadas a partir de suas especificidades e singularidades, e tenham como ponto de partida seus interesses e necessidades, considerando, sobretudo, os aspectos morais, intelectuais, sociais, emocionais e espirituais.

.

Diretriz 3: Organização de Atividade Junto a Família

Objetivo: Garantir o desenvolvimento de ações que visem o comprometimento da família com a educação espiritual da criança, bem como sua integração no Centro Espírita, fortalecendo a parceria fundamental da família com a evangelização da criança.

.

Diretriz 4: Desenvolvimento de Evangelizadores da Infância

Objetivo:  Promover cursos de desenvolvimento de evangelizadores de infância, que contemplem o aprimoramento humano integral e didático-pedagógico, sedimentando o comprometimento espiritual do evangelizador com a tarefa de evangelizar.

.

Perfil do Coordenador da Infância no Centro Espírita

  • Disposição para o trabalho.

  • Conhecimento sobre as especificidades do trabalho de Evangelização da Infância – a criança, a família e o evangelizador.

  • Habilidade de liderança e coordenação de atividades.

  • Disponibilidade para participar de reuniões de diretoria.

  • Participação em grupo de estudo doutrinário.

  • Conhecimento básico sobre o Movimento Espírita.

  • Flexibilidade para a integração das atividades da infância com as demais áreas do Centro Espírita.

.

Ações Prioritárias para Implantação da Coordenação da Infância

  • Estruturação da Coordenação de Infância em âmbito regional.

  • Apoio e acompanhamento das ações da região voltadas à Infância e ao desenvolvimento da tarefa Evangelização nos Centros Espíritas, por meio de comunicação periódica, de reuniões nas Comissões Regionais e de outras que se fizerem necessárias.

  • Fortalecimento e apoio na implantação e implementação dos Planos de Trabalho Regionais na Área de Infância e Juventude, em especial nas ações e diretrizes voltadas à criança e à família.

  • Realização de encontros em âmbitos estadual e regional, para formação de evangelizadores da infância.

  • Produção e divulgação de materiais didático-pedagógicos que enriqueçam a ação evangelizadora da Infância.

  • Articulação e integração das ações direcionadas à Infância, à Juventude e à Família, e destas às demais áreas, atividades e setores da instituição espírita, por meio de projetos, atividades, produções e encontros formativos.


Escola de Evangelização Espírita da Infância

Projeto Doutrinário 2016

          O Projeto Doutrinário para o ano de 2016 da Escola de Evangelização Espírita da Infância tem por objetivo aproximar as crianças e suas famílias dos ensinamentos do Mestre Jesus, vivenciando a doutrina espírita, experimentando sensações e emoções para despertar os corações de homens e mulheres de bem.

          Nosso projeto tem fundamentação no Livro Boa Nova e por meio das histórias da vida de Jesus nele contidas é possível se conectar ainda mais com esta doutrina de amor.

.

Organização, estrutura e funcionamento

A Escola de Evangelização Espírita da Infância tem a seguinte estrutura:

  • Coordenação

  • Secretaria

.

As turmas são divididas em :

– Sala de bebês 1 – 0 a 1 ano

– Sala de bebês 2 – 1 a 2 anos

– Sala de bebês 3 – 2 a 3 anos

– Maternal – 3 a 4 anos

– Jardim – 5 a 6 anos

– 1 ciclo – 7 a 8 anos

– 2 ciclo – 9 a 10 anos

– 3 ciclo – 11 a 12 anos

.

          As aulas acontecem aos sábados e as atividades com as crianças e famílias tem início às 09:30 horas com a alegria cristã e término às 11 horas. Nas salas de bebês é obrigatória a presença do(s) responsável(is) e a sala da família tem funcionamento no mesmo dia e horários.

.

Sala da Família

          A Sala da família tem por objetivo estudar e vivenciar temas ligados sobre educação à luz da doutrina espírita, estabelecendo com as famílias maior possibilidade de estudo e aprofundamento da doutrina e também, das atividades que são realizadas com as crianças.

.

Atividades Especiais

Ao longo do semestre algumas atividades especiais são propostas:

  • Dia da família que tem por objetivo integrar as famílias e estimular a confraternização entre o grupo, aproximando crianças, pais, evangelizadores em ambiente salutar;

  • Atividades assistenciais em lares de idosos para que as crianças vivenciem a caridade e o amor ao próximo;

  • Evangelho no Lar – que cumpre o objetivo de aproximar crianças e evangelizadores do ambiente familiar, fomentando o hábito nas famílias, além de fortalecer os laços de todos os envolvidos na evangelização;

  • Convivendo com a natureza – passeios no parque em contato com a natureza, possibilitando o exercício do amor e respeito pela obra divina.

.

Reunião Pública da Infância

São atividades de evangelização realizadas com as crianças no momento da Reunião Pública do Centro Espírita. O tempo de atividade com a criança é reduzido, pois se adequa ao tempo da reunião pública em que os pais participam.

.

Programação

Segue-se os temas propostos pela Reunião Pública adequando à infância, quando necessário, para que atenda as crianças de acordo com as faixas etárias.

.

Organização, estrutura e funcionamento

Acontecem às 5ª feiras (19h30) e aos domingos (18h).

Contamos hoje com 4 salas distribuídas nas seguintes idades:

– 3 e 4 anos;

– 5 e 6  anos;

– 7 e 8 anos;

– 9 anos acima.

.


Evangelização de Bebês

.

           Educar a criança é permitir a convivência com os princípios morais cristãos, aproximando-a desde cedo das leis de Deus. É acordar a consciência para que as leis divinas se façam presentes em sua vida. A cada passagem pela vida corpórea, a criança renasce com a oportunidade bendita da reeducação. É, pois, o solo fecundo aguardando a germinação das sementes da Boa Nova.

          A fase da infância é então oportunidade valiosa de transformação da humanidade. Quando Jesus diz “Deixai vir a mim as criancinhas” (Marcos, 10:14. ), exorta-nos, sobretudo, quanto ao momento ideal para a aproximação dos pequeninos com o seu reino de amor e paz. Suas sábias palavras advertem-nos que já na infância se devem lançar as bases do seu evangelho.

          As atividades de educação espírita com a criança estimulam a formação do caráter, o desenvolvimento das virtudes, o cultivo de valores espirituais e morais, a ética e o bem comum. Desta forma, as crianças aprendem a compartilhar, exercitam a paciência e a tolerância com as pessoas, aprendem a respeitar o próximo e a natureza, a colaborar com a família entre outras conquistas morais, tornando pessoas mais sensíveis, mais ajustadas socialmente e conscientes do bem comum, em contínuo processo de espiritualização.

           Entretanto, a educação da infância não abrange apenas a criança, mas todos os envolvidos na ação educativa. Pais, familiares e educadores se vêem comprometidos na ação evangelizadora, sendo estimulados também, ao aprimoramento moral e espiritual.

.

O que é Evangelização de Bebês?

São atividades desenvolvidas com bebês e seus pais, a partir da vivência dos ensinos do Cristo, acordando no espírito reencarnado, a consciência da lei divina. Sem a pretensão de que ‘entendam cognitivamente’ conceitos e linguagem formais, o ambiente deve ser plasmado de amor e carinho pelo educador, criando uma atmosfera de harmonia, para que os bebês assimilem os ensinamentos cristãos e sintam a presença amorosa de Jesus.

.

Como e quando surgiu a ideia da Evangelização de Bebês?

O trabalho de evangelização espírita de bebês começou a mais de dez anos, a partir de uma necessidade de nossa casa espírita, em atender essa faixa etária na evangelização.

Os pais muitas vezes, ficavam com seus bebês no grupo da família, ou então nas mediações do auditório nos dias de palestra pública, cuidando para que o bebê não “atrapalhasse” com seus barulhinhos naturais…

Como já trabalhava profissionalmente com musicalização de bebês, a ideia foi fazer uma adaptação dos programas que desenvolvíamos na minha escola, para a doutrina espírita.

Assim, trabalharíamos o conteúdo doutrinário e os ensinamentos de Jesus, por meio da música, teatros e histórias, de forma atrativa, sensorial, sensibilizando o bebê para o amor de Jesus.

.

De que forma os ensinamentos de Jesus são trabalhados com os bebês?

Os ensinamentos de Jesus são trabalhados por meio de atividades sensoriais que despertem a atenção da criança. As histórias, parábolas, brincadeiras e músicas estimulam o aprendizado do amor ao próximo, respeito e bondade, vivamente exemplificados pelo Mestre.

Para tanto, são utilizados fantoches, bichinhos, objetos coloridos e sonoros, com diferentes texturas e formatos, buscando de forma criativa e encantadora, cativar a atenção do bebê para atividade doutrinária.

  Além de vivenciarem o evangelho de Jesus, por meio de atividades sensoriais de estimulação visando o seu desenvolvimento harmônico, o bebê é também incentivado a perceber os laços de carinho e amor que o une à mamãe, ao papai e seus familiares, bem como a construir vínculos de afeto com os outros bebês, em ambiente espiritualmente saturado de boas vibrações.

.

Qual é a participação dos pais?

A presença ativa da mamãe e do papai nas atividades de educação espírita do bebê é fonte básica de segurança e bem-estar, facilitando desde a sua adaptação até a sua completa integração ao ambiente educativo espiritual. Não podemos esquecer que os pais são acima de tudo os responsáveis pelo processo de evangelização de seu filho.

Os pais são participantes ativos no processo educativo de seus bebês em sala. São estimulados a interagir com seu filho, acompanhando de forma bem próxima e atuante, todo o processo de evangelização de seu filho. Têm conhecimento da temática trabalhada na aula, bem como da metodologia utilizada pelo educador. E ainda, acompanham a participação e interação de seu filho em sala, podendo inclusive relembrar algumas atividades em casa.

Importante destacar, que muitos pais realizam as atividades da evangelização no momento do evangelho no lar, assegurando de forma agradável e apropriada, a participação de toda família no instante de oração no lar. Com isso, eles têm tido maior percepção do trabalho, se tornando mais sensíveis ao desenvolvimento espiritual do filho.

Assim, a evangelização propicia conteúdo evangélico doutrinário tanto para o bebê quanto para os pais, além de criar e fortalecer os vínculos da família com a Casa Espírita.

.

Qual a idade máxima recomendada para participação na Evangelização de Bebês e como fazer a transição para outro grupo de idade mais avançada?

A proposta da evangelização de bebês é específica para a idade de 0 a 2 anos e 11 meses, com a participação dos pais.

Com mais de dez anos de experiência em Goiás, temos notado que, a maioria das crianças, que começaram desde bebê na evangelização, apresenta adaptação diferenciada. Por participarem sempre com seus pais na salinha de bebês, quando atingem a idade de ficarem sozinhas em sala, geralmente no maternal, essas crianças passam pelo período de adaptação de forma mais tranquila e breve. Além de demonstrarem maior segurança e autonomia, são crianças que interagem melhor com os coleguinhas, em convívio mais harmonioso com todos. Compreendem melhor a rotina e as atividades desenvolvidas, por já terem internalizado a proposta espiritual da evangelização. Este é mais uma contribuição da evangelização de bebês.

.

Este trabalho desenvolvido em Goiás é pioneiro no Brasil? Você tem conhecimento da formação de outros grupos pelo Brasil?

Em ação há alguns anos, a evangelização de bebês tem se difundido por todo Brasil. Em Goiás, a iniciativa surgiu em 2005 e foi impulsionada com a publicação do livro Evangelizando Bebês, em 2011. Como que numa inspiração coletiva, outras iniciativas surgiram quase que ao mesmo tempo, borbulhando por todo o país, com evangelizadores diferentes e sem qualquer vínculo uns com os outros, aguçando a curiosidade de todos sobre essa tão singular Evangelização de Bebês.

A nosso ver, aí está o princípio da universalidade contemplado na introdução de O Evangelho Segundo o Espiritismo, em que Kardec orienta que “uma só garantia séria existe para o ensino dos Espíritos: a concordância que haja entre as revelações que eles façam espontaneamente, servindo-se de grande número de médiuns estranhos uns aos outros e em vários lugares. (…) quando um princípio novo tem que ser enunciado, isso se dá espontaneamente em diversos pontos ao mesmo tempo e de modo idêntico, senão quanto à forma, quanto ao fundo.” (KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. FEB, 2010, p.30.  )

Diante disso, o que se observa é que a evangelização com bebês, nos diversos estados do Brasil, acontece de forma criativa, adaptada, respeitando o contexto e a realidade da região, mas com a base filosófica e doutrinária integradas em Jesus e Kardec, em sintonia com o processo educativo do ser espiritual.

.

Pelo relato dos pais, que resultados é possível observar no comportamento dos bebês? Há algum caso que mereça citação?

O fato de os pais terem que acompanhar os bebês nas atividades de evangelização, além de favorecer o conforto emocional de ambos, constrói o hábito do olhar sensível ao desenvolvimento espiritual do seu filho, acordando sua consciência para o compromisso assumido com Deus. ‘Fazer parte’ é possibilitar o ‘assumir o compromisso’.

Temos observado que pais que partilham dos momentos de evangelização dos filhos demonstram maior sensibilidade em acolher o espírito reencarnante em suas características e potencialidades, percebendo com antecedência, os indícios reveladores dos vícios, com maior chance de cuidar para que não lancem raízes profundas…

Muitos pais relatam que, depois da evangelização, os bebês dormem melhor, ficam mais sociáveis, aprendem a compartilhar, aprendem as músicas que são trabalhadas em sala, demonstrando reconhecer a melodia quando cantada em casa, demonstram alegria no ambiente do Centro Espírita.

Constatam ainda, o quanto o bebê age com intenção das vivências propostas pelo evangelizador, demonstrando ser realmente esse ‘espírito vivo’ que sente, aprende, interage, percebe entre tantas outras potencialidades do ser.

Sabemos que o alcance espiritual da evangelização, ultrapassa o que nossa percepção corpórea pode sentir. Evangelizar bebês significa educar o espírito desde a mais tenra idade, levando-o a sentir as vibrações amorosas de Jesus e a proteção de Deus, acordando a consciência para a lei divina já existente em si.

Para além das aprendizagens do bebê, são identificadas também, as conquistas dos pais em relação à afetividade com o filho. Os pais são convidados, a todo instante na aula, a expressar-se com amor pelo filho, exercitando o carinho e o afeto. Em vários momentos, incentivamo-los a afagar carinhosamente seu bebê, a dizer o quanto o amam, em troca mútua de afeto.

A troca de amor e carinho desde cedo, além de estreitar os laços afetivos e emocionais da dupla, repercute sobremaneira nos laços espirituais. Sabemos que os lares são formados não apenas por espíritos afins, mas por almas que de alguma forma, precisam se reajustar perante as leis divinas. A evangelização permite, então, que sejam trabalhadas as relações familiares, à luz da doutrina espírita, estimulando o aprimoramento espiritual tanto do bebê quanto dos pais, em ambiente plasmado pelo amor de Jesus.

.

Considerações finais.

Aproximar a criança e o jovem de Jesus é o nosso maior desafio neste momento, e o quanto antes começarmos a sua evangelização, mais frutos renderão na seara do Cristo.

Que possamos acolher mais, respeitar mais as diferenças, ouvir mais as crianças e jovens, nos propondo a ser realmente a carta viva do Mestre, educando nossas crianças e jovens a partir na nossa própria evangelização.